Durante períodos de calor intenso, o corpo entra em um modo diferente de funcionamento. A digestão tende a ficar mais lenta, a sensação de saciedade muda e o apetite oscila. Não é coincidência que muitas pessoas se sintam mais cansadas, irritadas ou sem energia nessa época — a alimentação tem papel central nisso.
Com o calor, cresce a busca por alimentos rápidos, frios e práticos. Lanches, bebidas açucaradas, alimentos ultraprocessados e refeições desorganizadas passam a ocupar espaço no dia a dia. O problema não está em consumir esses itens ocasionalmente, mas em transformá-los na base da alimentação.
Quando a alimentação perde estrutura, o corpo sente. Queda de energia, mal-estar, dificuldade de concentração e sensação de peso são comuns. Muitas vezes, o que parece “preguiça” é desequilíbrio nutricional somado à desidratação. O corpo precisa de combustível adequado para lidar com o esforço extra imposto pelo calor.
Comer bem no calor não significa comer menos, mas comer melhor. Refeições mais leves, alimentos naturais, frutas, legumes, proteínas simples e boa ingestão de líquidos ajudam o organismo a manter o equilíbrio. A regularidade também é essencial: pular refeições ou beliscar o dia inteiro confunde os sinais de fome e saciedade.
Outro ponto importante é aprender a diferenciar fome de sede. Em dias quentes, o corpo pode pedir água quando parece pedir comida. A educação alimentar passa por essa escuta mais atenta do próprio corpo. Ajustar a alimentação ao clima é uma forma prática de cuidar da saúde sem radicalismos.
Viver Notícia

0 Comentários