Nem todo cansaço vem de excesso de tarefas. Em muitos casos, ele vem do calor. As altas temperaturas exigem mais esforço do organismo para manter o equilíbrio interno, e esse gasto energético extra impacta diretamente disposição, concentração e humor. Não é preguiça, nem falta de foco — é fisiologia.
Quando está muito quente, o corpo trabalha mais para regular a temperatura, o que favorece desidratação, queda de pressão e sensação de fadiga constante. A mente também sofre: aumenta a irritabilidade, diminui a tolerância ao estresse e tarefas simples parecem mais pesadas. Pequenos problemas ganham proporções maiores, e o rendimento cai sem que se perceba o motivo real.
O sono é um dos primeiros prejudicados. Noites quentes dificultam o descanso profundo, fragmentam o sono e fazem com que a pessoa acorde cansada mesmo após várias horas na cama. Esse cansaço acumulado se reflete ao longo do dia, afetando produtividade, humor e até relações interpessoais.
A alimentação também muda com o calor. O apetite pode diminuir ou ficar desregulado, enquanto cresce a busca por alimentos rápidos, gelados e ultraprocessados. Sem atenção, o corpo entra em um ciclo de pouca energia, hidratação insuficiente e sensação constante de esgotamento.
Cuidar de si em períodos de calor intenso passa por ajustes simples, mas importantes: aumentar a ingestão de água, adaptar horários de atividades, escolher refeições mais leves e reduzir a cobrança por desempenho constante. Em dias muito quentes, desacelerar não é falta de disciplina — é inteligência corporal.
Viver Notícia

0 Comentários