Série: Viver Brasília
Viver em Brasília significa conviver com amplitude. A cidade é aberta, planejada, horizontal. Mas essa mesma característica que impressiona visualmente também influencia diretamente a rotina — e, consequentemente, o nível de energia de quem mora na capital.
As distâncias em Brasília fazem parte da vida cotidiana. Ir ao trabalho, levar filhos à escola, resolver tarefas simples ou encontrar amigos costuma envolver deslocamento de carro. Mesmo quando o trânsito não é extremo, o tempo gasto em deslocamento consome energia mental.
Dirigir exige atenção constante. Tomar decisões rápidas, manter foco, lidar com imprevistos — tudo isso ativa o sistema de alerta do corpo. Ao longo de semanas e meses, esse esforço contínuo gera desgaste invisível. Muitas pessoas chegam em casa fisicamente sentadas o dia todo, mas mentalmente exaustas.
Além disso, a dependência de deslocamento reduz o tempo disponível para autocuidado. Horários ficam mais apertados, refeições são improvisadas e o sono acaba sacrificando minutos preciosos. A rotina não parece pesada isoladamente, mas o acúmulo gera impacto.
A solução não está em mudar a cidade, mas em adaptar hábitos. Transformar deslocamentos em momentos menos tensos, evitar compromissos excessivos no mesmo dia e proteger horários de descanso são atitudes que ajudam a equilibrar o ritmo urbano com o ritmo do corpo.
Brasília exige organização estratégica. Quando o morador aprende a planejar melhor seus dias, o impacto das distâncias diminui. E a energia deixa de ser drenada pelo trajeto.
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